Inceptio: Empresários e sócios investigados por tráfico e lavagem de dinheiro se tornam réus no Acre

Por admin
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Inceptio: Empresários e sócios investigados por tráfico e lavagem de dinheiro se tornam réus no Acre

Além disso, Marck Johnnes também teve a prisão preventiva decretada e se apresentou à polícia nesta quinta-feira (16). O g1 não conseguiu contato com as defesas dos acusados.

Os crimes atribuídos aos réus variam entre organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e dano qualificado ao patrimônio público. Marck Johnnes é apontado na denúncia do Ministério Público (MP-AC) como líder do grupo criminoso. (Veja abaixo os crimes atribuídos aos réus)

Empresários são presos em operação da PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

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“Os autos revelam que Marck Johnnes da Silva Lisboa teria desempenhado papel relevante na estrutura do grupo investigado, exercendo função de liderança e coordenação das atividades ilícitas relacionadas à lavagem de dinheiro e tráfico de entorpecentes. Consta, ainda, que sua atuação não se limitou a episódio isolado, o que demonstra a habitualidade da conduta”, cita a decisão assinada pelo juiz Alex Ferreira Oivane, da Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco.

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Crimes atribuídos aos réus

  • Marck Johnnes Lisboa – Integrar organização criminosa; associação para o tráfico, com agravante de tráfico interestadual; lavagem de dinheiro por 38 vezes agravada por organização criminosa; e dano qualificado ao patrimônio público.
  • André Borges – Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro agravada por organização criminosa.
  • Douglas Henrique da Cruz – Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro agravada por organização criminosa.
  • John Muller Lisboa – Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
  • Mayon Ricary Lisboa – Integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro por sete vezes.

Como funcionava o suposto crime?

Em matéria publicada no site oficial, o Ministério Público deu detalhes sobre a acusação apresentada pelo órgão. Segundo o MP, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. “A organização era responsável pelo envio de drogas para outros estados, pela negociação dos entorpecentes e pela movimentação do dinheiro obtido com a atividade criminosa, buscando ocultar a origem dos valores”, afirmou.

Ainda segundo os promotores, os envolvidos usavam termos codificados em conversas para tratar das atividades ilegais, além de realizarem negociações e pagamentos ligados ao tráfico, com movimentação de valores elevados.

‘Inceptio’

Os irmãos Lisboa, John, Mayon e Johnnes, e o primo deles Douglas são donos de várias empresas que organizam e promovem eventos no estado. Inclusive, duas empresas de Douglas, a Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA, foram responsáveis pela venda de camarotes privados e por trazer os artistas dos shows da Expoacre Rio Branco 2025.

O empresário e cinegrafista John Muller Lisboa ocupava ainda um cargo em comissão na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), com salário de mais de R$ 6 mil. Ele foi exonerado no dia seguinte à prisão, em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).

Bloqueio de bens

A Justiça bloqueou mais de R$ 130 milhões em contas bancárias do grupo investigado, e apreendeu bens que valem cerca de R$ 10 milhões. A polícia descobriu que o grupo atuava em seis estados e mandavam grandes quantidades de droga do Acre para o Nordeste e o Sudeste.

O dinheiro do tráfico era movimentado por meio de contas bancárias, criptomoedas e empresas de fachada. Os suspeitos podem responder por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

À Rede Amazônica Acre, o delegado André Barbosa, da Delegacia de Repreensão a Entorpecentes da PF-AC, disse que o grupo criminoso atua no Acre desde 2019 e que o caso foi descoberto durante a investigação de outros crimes.

“Não tem ligação direta com a venda de entorpecente. Eram usadas como mecanismo de instrumentalizar a movimentação de recursos ilícitos, inclusive com origem do tráfico de drogas. Identificamos que tinha um grupo de narcotraficantes que revendia drogas para os estados do Nordeste e Sudeste e para internalizar o dinheiro, utilizava diversas pessoas físicas e jurídicas para lavar dinheiro, incluindo estabelecimentos comerciais”, destacou na época.

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