Praga do cacau e cupuaçu: Nova suspeita de monilíase é investigada no interior do Acre

Por admin
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Praga do cacau e cupuaçu: Nova suspeita de monilíase é investigada no interior do Acre

De acordo com o órgão, a suspeita surgiu depois que um técnico agrícola do município observou alterações na coloração de um fruto e sinais compatíveis com a praga. Amostras precisaram ser coletadas na propriedade e encaminhadas para análise laboratorial, que deve confirmar ou descartar a presença da doença.

Mais de R$ 2,3 milhões são destinados ao Acre para combater a praga do cacau

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“Neste momento, trata-se apenas de uma suspeita. Havendo confirmação, todas as medidas fitossanitárias emergenciais serão adotadas para conter a praga no município”, explicou.

Ainda de acordo com o Idaf, para tentar conter o avanço da doença, é feito o monitoramento das áreas com o objetivo de eliminar focos quando identificados, além de orientar produtores e moradores sobre como proceder em casos suspeitos.

O órgão também mantém fiscalização na BR-364, na região do Rio Liberdade, para evitar a circulação de materiais que possam espalhar a praga para outras localidades.

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Os recursos são destinados a medidas de vigilância fitossanitária, monitoramento e controle da doença.

Do total, parte do valor é voltada para a compra de veículos, embarcações e equipamentos usados nas ações em campo. O restante deve ser aplicado no custeio de materiais, capacitação de equipes e despesas operacionais, como combustível e diárias.

Monilíase

A doença afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

A disseminação pode ocorrer de forma natural, por meio do vento, da chuva e de insetos, mas também está relacionada à ação humana, especialmente com o transporte de frutos, sementes, mudas e até objetos contaminados.

Monilíase foi identificada pela primeira vez no Acre — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Essa é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana.

O Ministério alerta que, devido ao seu potencial de danos às culturas, “é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais.”

Na América do Sul, a praga já está no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru.

VÍDEOS: g1