A sanção foi aplicada pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), que classificou o caso como poluição hídrica, risco à biota aquática e prejuízos diretos às populações ribeirinhas. Cabe recurso da penalidade.
O g1 tenta contato com representantes da empresa e aguarda retorno.
O auto de infração, segundo o Imac, ressalta que o derramamento provocou o desabastecimento de água potável no Jordão, e constatou ainda a ausência de equipamentos e medidas adequadas de resposta emergencial para mitigação dos danos.

Derramamento de óleo no Rio Tarauacá alerta autoridades sobre danos ambientais
Na quinta (30), a Sema informou que a embarcação já foi retirada do rio pela própria empresa e que não havia mais derramamento de óleo. Equipes da pasta seguem com a coleta e análise de amostras de água do manancial para monitorar o nível de contaminação.
Além da Sema, o caso é acompanhado pela Secretaria de Saúde (Sesacre) e a Secretaria Povos Indígenas (Sepi), representante da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, e o Ministério Público do Acre (MP-AC) instaurou inquérito para apurar o caso. (Saiba mais abaixo)
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Em nota às autoridades, a transportadora tem ressaltado que estava em contato com os órgãos competentes.
Irresponsabilidade
Em entrevista à Rede Amazônica Acre, a pesquisadora e especialista em Saúde Pública e Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sandra Hacon, explicou que a forma de armazenamento do óleo na balsa foi feito de forma errada.
“É necessário suspender o consumo da água e peixe desse rio à população. O órgão ambiental também precisa de um estudo para saber até onde esse óleo vai atingir, no curso do rio”, disse.
A especialista garantiu que a presença do óleo acaba tirando o oxigênio da água e, com isso, matando os animais. “É uma contaminação química, pois esse óleo tem enxofre, nitrogênio e outros elementos tóxicos para o organismo humano e biodiversidade”, relatou.
Devido à população da região utilizar o rio da beber água e cozinhar, Sandra destacou que não deveria ser permitido a passagem de materiais tóxicos na região. “Esse armazenamento está incorreto feito assim, em uma balsa, jamais deveria ser permitido. É uma irresponsabilidade com a população”, pontuou.
Situação de emergência
Logo após o incidente, a Prefeitura do Jordão decretou situação de emergência. No decreto foi considerado a primeira estimativa informada de 50 mil litros derramados, atualizada para 15 mil. Nesta quarta-feira (29), a Prefeitura de Tarauacá também decretou situação de emergência.
Em um vídeo gravado por um morador do município é possível ver manchas avermelhadas do óleo. “Estamos muito tristes pois o óleo está poluindo a água, é uma situação triste para as famílias que moram aqui, relatou o indígena Dua Txana.
Como consequência, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) do MP vai investigar a extensão do dano ambiental, além de possíveis responsabilidades.
