A operação foi coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e teve suporte do Ciberlab, ligado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da pasta.
Ainda segundo a polícia acreana, as equipes atuaram na ação levantamento e analisando informações e o trabalho teve foco na identificação de possíveis ameaças e de conteúdos ilegais compartilhados na internet.
Os aparelhos apreendidos devem passar por perícia. Além do Acre, foram cumpridos mandados de busca e apreensão também em Alagoas, Amazonas, Bahia , Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo — todos contra suspeitos de envolvimento em delitos na internet.

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Conexões nacionais
Segundo o ministério, a atuação coordenada nacionalmente ajudou a identificar conexões entre indivíduos e comunidades virtuais que atuam em diferentes regiões do país.
O Ciberlab compartilhou análises técnicas com as polícias. Segundo o ministério, os relatórios apontaram padrões de comportamento associados à radicalização online, disseminação de violência e formação de grupos em plataformas digitais, subsidiando o trabalho investigativo nos estados.
A operação foi batizada de Bulwark, que significa “linha de defesa” em inglês, em referência à estratégia adotada por autoridades para conter ameaças no ambiente virtual que têm consequências no mundo real.
Segundo o Ministério da Justiça, as investigações foram feitas pelas Polícias Civis dos estados, que pediram à Justiça autorização para o cumprimento dos mandados. O balanço foi de:
- 2 mandados de prisão temporária;
- 1 prisão em flagrante;
- 26 mandados de busca e apreensão;
- 2 mandados de internação de adolescentes;
- 180 contas de plataformas digitais moderadas;
- 19 servidores do Discord moderados;
- mais de 5.500 usuários de redes sociais e de aplicativos de mensagens afetados.
