Com o Rio Juruá abaixo dos 14 metros, famílias afetadas aguardam retorno para casa nesta terça (5)

Por admin
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Com o Rio Juruá abaixo dos 14 metros, famílias afetadas aguardam retorno para casa nesta terça (5)

Em comparação com o dia anterior, o manancial baixou 28 centímetros. Segundo a Defesa Civil Municipal, o retorno das famílias que estão em abrigos públicos deve iniciar na tarde desta terça.

Inicialmente, apenas as famílias abrigadas na Escola Madre Adelgundes Becker vão ser encaminhadas para casa, no bairro Miritizal.

Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, Damasceno Júnior, a volta das famílias ia iniciar nessa segunda (4), contudo, precisou ser adiada após vistoria identificar que não havia condições seguras para o retorno.

A expectativa é de que, até a próxima quarta-feira (6), todas as famílias estejam de volta às residências, com apoio de kits de limpeza para a retomada da rotina.

”Mesmo com o nível do rio ainda bem acima da cota de transbordo, há segurança para o retorno, já que de acordo com o nosso monitoramento a previsão é de continuidade da vazante”, explicou.

O coordenador destacou ainda que a medida também busca minimizar prejuízos sociais, como a interrupção do ano letivo por conta das aulas suspensas e o funcionamento de unidades básicas de saúde.

Rio Juruá marcou 13,74 metros nesta terça-feira (6) — Foto: Arquivo/4° Batalhão de Bombeiros Militar em Cruzeiro do Sul

“A gente orienta os moradores a fazerem uma vistoria nas casas antes de voltar e que acionem a Defesa Civil caso precisem de suporte, porque não conseguimos estar em todos os locais ao mesmo tempo”, reforçou.

Ao todo, 65 famílias ainda seguem em abrigos montados pela prefeitura do município. Segundo estimativa da gestão municipal, os grupos somam 271 pessoas.

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O pico da cheia foi registrado na última sexta-feira (1º), quando o manancial atingiu 14,19 metros e superou pela segunda vez, em menos de um mês, a marca histórica de 14,15 metros, na ocasião o nível se manteve estável por dois dias.

Conforme o monitoramento da Defesa Civil Municipal, as maiores inundações registradas em Cruzeiro do Sul ocorreram em 2017 (14,24 metros), em 2021 (14,36 metros) e em 2026.

O Rio Juruá está em vazante desde o último sábado (2), quando marcou 14,17 metros na medição das 18h.

Nível do Rio Juruá começa a baixar em Cruzeiro do Sul

Nível do Rio Juruá começa a baixar em Cruzeiro do Sul

Famílias atingidas

Entre as famílias que aguardam o retorno para casa está a dona de casa Raimunda Maciel, abrigada na Escola Rita de Cássia.

Moradora do bairro Várzea, uma das áreas atingidas pela cheia, ela conta que a ansiedade para voltar para casa aumenta a cada dia.

“Se tivesse vazando mais rápido, a gente tinha uma certeza que ia voltar mais rápido pra casa. O trabalho maior é voltar, porque a gente sai e deixa tudo pendurado, mas quando volta tem que fazer uma limpeza geral, tirar a lama e colocar tudo pra baixo. O trabalho é maior”, relatou.

Raimunda Maciel está abrigada na Escola Rita de Cássia em Cruzeiro do Sul — Foto: Mazinho Rogério / Rede Amazônica

A prefeitura organizou sete abrigos que estão recebendo famílias atingidas, oferecendo alimentação, além de serviços sociais e de saúde enquanto permanecem nos locais.

Ao todo, cinco famílias estão acolhidas na Escola Padre Arnoud; seis na Escola Corazita Negreiros; 30 na Escola Madre Adelgundes Becker (10 dessas são indígenas); seis na Escola Thaumaturgo de Azevedo; seis na Escola Marcelino Champagnat; seis na Escola Terezinha Saavedra; e outras seis na Escola Rita de Cássia.

Já a estimativa da Defesa Civil aponta que cerca de 624 famílias seguem desalojadas, ou seja, abrigadas na casa de parentes. Nas áreas alagadas, 323 famílias ainda estão com a energia elétrica suspensa para evitar acidentes.

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