Ao contrário do que afirmou o candidato Alan Rick, ao dizer que a educação pública estava “acabada” no Acre, os dados oficiais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram uma realidade diferente: o estado registrou avanço em todas as etapas avaliadas entre 2023 e 2025.
Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 5,8 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental; de 4,8 para 4,9 nos anos finais; e de 4,0 para 4,2 no ensino médio. Os três resultados são os maiores registrados pelo Acre desde o início da série histórica do Ideb, em 2005.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025 foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 5 de agosto de 2026. O Ideb considera indicadores de fluxo escolar e o desempenho dos estudantes nas avaliações do Saeb.
Na rede pública do Acre, que reúne as redes estadual e municipal, o resultado também apresentou crescimento nas três etapas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice passou de 5,7 para 6,2; nos anos finais, de 4,7 para 4,8; e no ensino médio, de 3,9 para 4,0.
Reforço no quadro de profissionais
Entre as ações realizadas pelo governo estadual na área da educação está o reforço do quadro de profissionais. No início de 2026, foram empossados 713 novos professores, aprovados no concurso público realizado para a rede estadual de ensino. Os profissionais foram distribuídos pelos 22 municípios acreanos, contemplando diferentes áreas e localidades, incluindo a zona rural.
O reforço também alcançou a educação especial. Em fevereiro, o governo empossou 737 novos profissionais para atender estudantes que necessitam de atendimento educacional especializado. Do total, 707 foram destinados ao atendimento especializado, nove à área de Braille e 21 à área de Libras, ampliando a estrutura de atendimento da rede estadual.
Mais tecnologia nas escolas
A modernização da educação também inclui a ampliação do acesso dos estudantes à tecnologia. Para o ano letivo de 2026, foram anunciados 15 mil novos tablets, chips de internet, laboratórios de informática, telas interativas, projetores e ações de expansão da conectividade, além da distribuição de materiais escolares e livros paradidáticos.
No Jordão, estudantes das redes estadual e municipal receberam tablets e kits escolares por meio de parceria entre o Estado e o município. Ao todo, 916 alunos foram contemplados.
Investimentos na estrutura escolar
A infraestrutura também integra as ações de fortalecimento da educação. Foram destinados R$ 71 milhões para manutenção predial das escolas, além de outros R$ 77 milhões para construção de quadras esportivas, auditórios, reformas e novas unidades educacionais urbanas, rurais e indígenas.
No interior, os investimentos alcançam comunidades rurais e indígenas. No Bujari, por exemplo, foi firmado convênio de R$ 600 mil para reforma e manutenção de escolas da zona rural. Em Porto Walter, foram anunciadas ações de revitalização de escolas rurais e indígenas e serviços de manutenção em unidades estaduais.
Na educação indígena, o Estado destinou mais de R$ 8,5 milhões para manutenção e revitalização da infraestrutura escolar, incluindo unidades localizadas em áreas de difícil acesso.
Alimentação como estratégia de permanência
A alimentação escolar também é utilizada como estratégia de permanência dos estudantes. O programa Prato Extra atende cerca de 125 mil alunos em 620 escolas, com oferta de até três refeições diárias.
Para 2026, o governo destinou R$ 80 milhões ao programa, reforçando as ações voltadas à segurança alimentar dos estudantes durante a jornada escolar.
Educação chegando às comunidades mais distantes
A política educacional estadual também contempla escolas localizadas fora dos grandes centros. Em 2026, foram anunciadas ações de manutenção e revitalização de unidades nos municípios de Jordão, Bujari e Porto Walter, incluindo escolas rurais e indígenas.
A estratégia inclui ainda a contratação de profissionais para atender áreas urbanas e rurais. Um processo seletivo divulgado em março aprovou 1.141 professores para atuação nos 22 municípios, em programas voltados à educação do campo, educação de jovens e adultos e outras modalidades.
Em janeiro, o Estado sancionou uma lei que criou o programa de ensino musical nas escolas públicas, prevendo aulas, instrumentos, materiais didáticos e capacitação de professores. A iniciativa também incentiva a formação de bandas, corais e grupos musicais, valorizando a cultura acreana e amazônica.
Outra frente é a preparação dos estudantes para o ensino superior e para novas oportunidades. Entre as ações previstas para 2026 estão programas como o Pré-Enem Legal e o Acre Pelo Mundo, além da ampliação do acesso a equipamentos tecnológicos.
Dados históricos do Ideb
Os resultados divulgados pelo Inep mostram que o Acre alcançou, em 2025, seus melhores índices nas três etapas avaliadas. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb passou de 5,8, em 2023, para 6,3, em 2025. Nos anos finais, avançou de 4,8 para 4,9. Já no ensino médio, passou de 4,0 para 4,2.
Na rede pública, os resultados também cresceram: de 5,7 para 6,2 nos anos iniciais; de 4,7 para 4,8 nos anos finais; e de 3,9 para 4,0 no ensino médio. Segundo o Inep, os três resultados representam os maiores valores registrados pelo Acre desde o início da série histórica do Ideb, em 2005.

