Famílias começam a ser retiradas de casa por causa da cheia do Rio Juruá

Por admin
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Famílias começam a ser retiradas de casa por causa da cheia do Rio Juruá

Conforme o monitoramento do órgão, 23.744 pessoas, de 5.936 famílias, já foram atingidas pela cheia em 11 bairros, 15 comunidades rurais e 4 vilas do município. Além disso, ao menos 17 residências tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido como medida de segurança para evitar acidentes nas áreas alagadas.

O último transbordo ocorreu no dia 30 de março, há quase um mês, quando o manancial marcou 13,31 metros e atingiu, naquela ocasião, oito bairros e oito comunidades rurais. Na última cheia, o Rio Juruá permaneceu nesta marca por mais de uma semana.

Foram definidos como abrigos emergenciais pela prefeitura:

  • Escola Padre Arnold
  • Escola Corazita Negreiros, no bairro Telégrafo;
  • Escola Thaumaturgo Azevedo, no bairro do Alumínio;
  • Escola Marcelino Champagnat, no bairro João Alves; e
  • Escola Estadual Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal

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No bairro Miritizal, famílias indígenas também são monitoradas pelas equipes do município. Conforme a Defesa Civil, mais de 100 pessoas, de 13 famílias, podem ser levadas para abrigo, caso haja necessidade.

O Corpo de Bombeiros também alerta para riscos durante o período de cheia, como a presença de animais peçonhentos nas residências e o aumento do risco de acidentes, principalmente com crianças em áreas alagadas.

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Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril.

A cheia do manancial, registrada no início de abril, afetou bairros e comunidades do município e fez com que 60 famílias fossem levadas a abrigos montados na cidade, bem como outras três levadas a casa de parentes.

A elevação provocou alagamentos, retirada de moradores de áreas de risco, suspensão no fornecimento de energia elétrica para parte das famílias e interrupção no abastecimento de água potável.

Uma família está desabrigada e foi levada para um abrigo na escola Padre Arnold, em Cruzeiro do Sul — Foto: Prefeitura de Cruzeiro do Sul

Cheia do Rio Juruá no interior

Em Marechal Thaumaturgo, o g1 entrou em contato com a Defesa Civil nesta terça-feira (28) para atualizar a medição do Rio Juruá e o número de atingidos pela cheia, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Na segunda-feira (27), o rio marcou 12,78 metros na cidade e já apresentava vazante, segundo a Defesa Civil municipal. Conforme o último levantamento, 25 famílias estavam desabrigadas e sendo acolhidas na Escola Manoel Rodrigues de Araújo, usada como abrigo.

Diante dos impactos, a prefeitura decretou situação de emergência no último sábado (25) nas áreas atingidas por inundação. Conforme o decreto, cerca de 400 casas foram danificadas e 25 destruídas, além da interrupção de serviços essenciais, como energia elétrica em comunidades rurais.

Já em Porto Walter, o Rio Juruá marcou 11,28 metros na medição das 6h desta terça-feira (28), segundo a Defesa Civil municipal. O nível está 1,28 metro acima da cota de alerta, de 10 metros, e 58 centímetros acima da cota de transbordo, que é de 10,70 metros.

O g1 também entrou em contato com a Defesa Civil do município para obter o balanço atualizado de pessoas atingidas, desalojadas e desabrigadas e aguarda o retorno.

´Cheia do Rio Juruá afeta famílias em Marechal Thaumaturgo, interior do Acre — Foto: Defesa Civil de Marechal Thaumaturgo

Decreto de emergência

Estes municípios estão com os respectivos rios em situação de emergência, atingindo a cota de alerta ou transbordamento, ou em estado de atenção por receberem influências de outros mananciais.

VÍDEOS: g1