O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) do MP-AC vai investigar a extensão do dano ambiental, além de possíveis responsabilidades no caso. “O MPAC considerou o potencial risco de contaminação do ecossistema aquático, com impactos à biodiversidade, à qualidade da água e às comunidades ribeirinhas e indígenas que dependem diretamente do Rio Tarauacá, incluindo o povo Huni Kuĩ”, disse ao portal oficial do órgão a promotora Manuela Canuto.
Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a balsa estava atracada no porto da cidade e afundou com uma enchente que provocou a elevação do nível do manancial. Equipes técnicas de órgãos ambientais foram mobilizadas para avaliar os danos e os impactos na região.
A prefeitura do município também divulgou um comunicado orientando os moradores a não consumirem nem utilizarem a água do rio.

Óleo diesel se espalha em rio no interior do Acre
Conforme a Sema, a operação conta com a instalação de barreiras para tentar conter o avanço do material no leito do rio, a fim de evitar que ele chegue ao trecho que passa pela cidade de Tarauacá. Segundo a coordenadora da Defesa Civil de Jordão, Maria José Feitoza, as contenções tiveram que ser instaladas no município.
“Não foi montado barreiras aqui [no trecho do Jordão] porque o rio estava com nível elevado e correndo muito. O óleo já baixou todo, desceu rio abaixo”, explicou.
Prefeitura divulgou alerta para que moradores evitem consumo e utilização da água do rio após contaminação por óleo — Foto: Reprodução
Óleo se espalhou após naufrágio
Imagens feitas por um morador mostra o combustível descendo pela correnteza do rio. Nos registros, o homem relata que a embarcação ficou inclinada antes de virar e que o óleo teria se espalhado pela água.
“Quem quiser óleo diesel é só ir pra beira do rio com uma lata, porque tem muito óleo diesel”, relata ele no vídeo.
Balsa afunda e óleo diesel se espalha no Rio Tarauacá no interior do Acre — Foto: Reprodução
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Com a ida de equipes técnicas do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e da Defesa Civil Estadual, a Sema informou ainda na noite de sexta (24) que os órgãos devem avaliar medidas diante dos impactos às comunidades ribeirinhas e à fauna aquática.
“Diante da situação, o governo atua na fiscalização e monitoramento da ocorrência, adotando as providências necessárias para apuração da responsabilidade”, complementou a nota.
