O pico da cheia foi registrado no dia 3 de abril, quando o manancial atingiu 14,10 metros e afetou mais de 28 mil pessoas, o que totalizou 7.087 famílias em 12 bairros da zona urbana, 15 comunidades rurais e três vilas.
Conforme o coordenador da Defesa Civil do município, Júnior Damasceno, no momento está sendo feito somente o monitoramento da situação.
“Caso o rio suba mais ainda, então colocamos o nosso Plano de Contingência para fazer as nossas ações [para a população que for afetada pelas águas]”, explicou.

Em ritmo de elevação, Rio Juruá sobe em Cruzeiro do Sul
Ainda conforme o coordenador do órgão, não há nenhuma intervenção feita, pois não há retirada de pessoas de casa ou pedido de suporte por parte da população.
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O pico da cheia foi registrado no dia 3 de abril, quando o manancial atingiu 14,10 metros e afetou mais de 28 mil pessoas, o que totalizou 7.087 famílias em 12 bairros da zona urbana, 15 comunidades rurais e três vilas.
Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril. Nos últimos anos, as primeiras retiradas de famílias costumam ocorrer quando o rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros.
A cheia do manancial, registrada no início de abril, afetou bairros e comunidades do município e fez com que 59 famílias fossem levadas a abrigos montados na cidade, bem como outras três levadas a casa de parentes.
A elevação provocou alagamentos, retirada de moradores de áreas de risco, suspensão no fornecimento de energia elétrica para parte das famílias e interrupção no abastecimento de água potável.
Marechal Thaumaturgo também sofre efeitos do transbordamento do Rio Juruá — Foto: Arquivo pessoal
O aumento do Rio Juruá também tem impactado o município de Marechal Thaumaturgo. Ao g1, a Defesa Civil da cidade informou que as águas subiram tanto que cobriram a régua de medição, impossibilitando o acompanhamento do nível do manancial.
Além do Rio Juruá, a Defesa Civil de Marechal Thaumaturgo, detalhou ainda que os rios Amônio, Tejo e Bajé também transbordaram. Em uma publicação em uma rede social, o prefeito do município, Valdelio Furtado, afirmou que as equipes da gestão estão mobilizadas para garantir a segurança e assistência das famílias atingidas.
De acordo com ele, alguns locais já apresentam vazante, porém nos bairros da Serraria e da União, a situação é mais preocupante. “Temos uma equipe de prontidão para, a qualquer momento, atender a nossa população. E que a população também nos informe imediatamente, caso precise do nosso atendimento, vamos estar sempre à disposição”, disse.
Decreto de emergência

Rio Juruá já atinge mais de 28 mil pessoas em Cruzeiro do Sul
Estes municípios estão com os respectivos rios em situação de emergência, atingindo a cota de alerta ou transbordamento, ou em estado de atenção por receberem influências de outros mananciais.
Histórico das cheias
No dia 17 de janeiro deste ano, o município passou por uma cheia que afetou cerca de 1.650 famílias, o que correspondia a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas. Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável. Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo.
Em março, Rio Juruá transbordou ao marcar 13,31 metros em Cruzeiro do Sul — Foto: Carla Carvalho/Rede Amazônica
Além disso, a prefeitura decretou situação de emergência no dia 20 de janeiro e a publicação foi feita seis dias depois, após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural.
